Entendendo a Fatura de Energia – 4

Fala Energista! Como um bom Energista você vem acompanhando nossa série – Entendendo a Fatura de Energia, não é mesmo?

Agora que você já está expert em faturas de energia convencionais (Grupo A e Grupo B, bandeiras tarifárias, postos tarifários, modalidades tarifárias, tributos, etc.), você vai entender de uma vez por todas a fatura de Energia quando o consumidor possui um sistema de geração própria.

Borá lá!

Fatura de Energia e a Geração Distribuída

Muitos optantes pela Micro e Minigeração Distribuída – MMGD me perguntam: Joi e como vai aparecer os itens na fatura de energia.

Hoje o sistema de compensação é 1:1 (um para um) ou seja, todos os créditos que você injeta na rede podem ser resgatados.

Porém, há um “pequeno” detalhe: os impostos. A tributação que incide em alguns estados e em algumas modalidades faz com que a conta seja um pouco diferente. Mas calma, vou te explicar tudinho.

Primeiro, é importante saber como o sistema de compensação de energia fica nas faturas de energia.

Os itens descritos nas faturas com GD são, basicamente:

– Saldo, de meses anteriores, dos créditos discriminados em kWh;
– O valor total de energia elétrica ativa consumida no período;
– O valor total da energia elétrica ativa que foi injetada;
– O histórico da energia nos últimos 12 ou 13 ciclos de faturamento, considerando tanto a energia consumida quanto a injetada.

Aqui, a maioria das concessionárias apresentam os dois itens (consumida e injetada) tanto para o Grupo A quanto para o Grupo B.

Aliás, é importante lembrar que no Grupo A as compensações são realizadas primeiramente, por horário tarifário que se teve a geração de energia. Neste caso, também será descrito na fatura separadamente o valor total da energia elétrica ativa que foi injetada em cada posto horário.

Por exemplo, na fatura abaixo, em destaque com a cor vermelha, você consegue identificar como chegam todas as informações.

fatura de energia com energia solar

A fatura do exemplo:

– É de um consumidor residencial do Grupo B;
– A UC é atendida em tensão 220/127V;
– Tem ligação trifásica (custo de disponibilidade de 100 kWh);
– O histórico dos últimos meses é apenas do consumo;
– A leitura foi feita no período de 32 dias;

No caso da leitura temos:  

– Leitura consumo anterior = 177 kWh
– Leitura consumo atual = 2.393 kWh
Consumo no mês = 2.216 kWh (2.393-177).

– Leitura energia injetada anterior = 149 kWh
– Leitura energia injetada atual = 2.431 kWh
Energia injetada no mês = 2.282 kWh (2.431-149).

Como o consumo foi de 2.216 kWh, apenas essa mesma quantidade é compensada. E os 66 kWh (2.282-2.216) que sobraram se tornaram créditos de energia para meses futuros.

Agora, vou te mostrar como os tributos incidem sobre a fatura de Energia com Geração Distribuída.

Tributações na fatura de energia com Micro e Minigeração Distribuída

Então, lembra que comentei no post passado os tributos na fatura de energia, mas vale a pena relembrar que:

ICMS é o Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviço, ou seja, é requerido perante importação e circulação jurídica de mercadorias. Ele é cobrado pelos Estados e pelo Distrito Federal (DF), então sua alíquota varia de estado para estado.

O Convênio ICMS nº 16/2015, aderido por todos os Estados e o DF, com base na Resolução Normativa nº 482/2012, concede isenção de ICMS para esses sistemas.

Mas, essa isenção só é permitida para geração distribuída de até 1 MW junto a carga e autoconsumo remoto.

E não se aplica em:

– Geração compartilhada (consórcio ou cooperativa)
– Empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras (condomínio);
– Custo de disponibilidade;
– Energia reativa;
– Demanda de potência;
– E a quaisquer outros valores cobrados pela distribuidora.

Aliás, tem outro detalhe: Alguns estados isentam o ICMS somente sobre a TE (Tarifa de Energia) e não sobre a TUSD. Isso ocorre devido ao entendimento desses estados do inciso II da cláusula primeira do convênio:

“Não se aplica ao custo de disponibilidade, à energia reativa, à demanda de potência, aos encargos de conexão ou uso do sistema de distribuição, e a quaisquer outros valores cobrados pela distribuidora”.

Por isso em estados como SP, RJ, ES, RS, SC, PR e TO a isenção é parcial, ou seja, somente sobre a parcela “TE”. Para melhor compreensão é como se 50% da tarifa de energia tivesse isenção e a outra metade não tivesse isenção.

É claro que sempre há EXCEÇÃO!!

No caso do estado de Minas Gerais, TODOS OS PROJETOS QUE TENHAM ATÉ 5 MW E EM TODAS AS MODALIDADES, desde que sejam da fonte de solar fotovoltaica TEM ISENÇÃO DE ICMS.

Para tanto, é importante sempre ficar atento às regras que são impostas pelo Estado e como são aplicadas pela distribuidora de Energia.

PIS e COFINS

De antemão, o PIS e a Cofins são dois tributos federais. PIS quer dizer Programa de Integração Social e COFINS Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.

Por regra, as alíquotas são de 1,65% para o PIS e 7,65% para COFINS passando a ser apurados de forma “não cumulativa”, ou seja, as alíquotas incidem sobre um total da receita bruta deduzidos os custos permitidos por lei.

Isso quer dizer que o PIS e a COFINS são informados de forma individualizada nas contas de energia elétrica, podendo variar então de distribuidora para distribuidora, e inclusive de um mês para outro.

A Lei nº 13.169/2015, expõe que ficam reduzidas a zero as alíquotas de PIS e COFINS para micro e minigeração local e de autoconsumo remoto.

Ou seja, da mesma forma que ocorre a isenção no ICMS, porém, a norma de isenção do PIS e da COFINS não se limitou a usinas de até 1 MW, aplicando-se, portanto, a isenção para até 5 MW, mas desde que a geração e o consumo sejam para o mesmo titular.

Um ponto importante que devemos nos atentar é que várias distribuidoras têm aplicado isenção de ICMS e PIS-COFINS para projetos de geração compartilhada, SEM que tal isenção exista legalmente (exceto em MG aonde a isenção de ICMS para geração compartilhada existe devido à lei estadual).

Caso isso esteja acontecendo na concessionária de energia da sua região pode ser um risco futuro, então para que não aconteça é importante que cada projeto fotovoltaico seja mapeado.

Valor da Tarifa de Energia

Mas aí você deve estar se perguntando como esses tributos (isentos ou não) vão interferir na fatura de energia?

Então, isso vai impactar diretamente no valor da tarifa de energia.

No post passado te mostrei como que é feito o cálculo da tarifa com os tributos (acesse aqui para ver). E agora vou aplicar o mesmo cálculo mas com a GD. A fatura é essa:

Geração local abaixo de 1 MW, em Santa Catarina, portanto, há isenção de PIS/COFINS integral na energia injetada e isenção parcial de ICMS, somente sobre a TE da energia injetada. O custo de disponibilidade não vem em um item separado, onde este poderia ser descontado do excedente atual, como permite a resolução normativa.

fatura de energia com energia solar

Os valores de consumo da TE e TUSD seguem conforme vimos neste post. Bora ver como é o cálculo da Energia Injetada.

Valor da tarifa TE injetada

Primeiramente, na parcela da TE da energia injetada, há a isenção de PIS, COFINS e ICMS, portanto, o valor da tarifa injetada fica o mesmo da energia consumida.

Então, temos:

– Alíquotas de PIS e COFINS: 1,03% e 4,75%, respectivamente.
– ICMS: 25%.
– Valor da tarifa sem tributos: R$ 0,247433/kWh.

Portanto:

O valor da tarifa energia (TE) para energia injetada é de R$0,3574.

Então o valor total de energia injetada é:

– Consumo = 578 kWh
– Taxa de disponibilidade trifásica = 100 kWh (aqui deve lembrar que há distribuidoras que desmembram na fatura o custo de disponibilidade)
– Energia injetada = 578 – 100 = 478 kWh

Valor da tarifa TUSD injetada

Na parcela da TUSD para a energia injetada, há a isenção de PIS, COFINS mas não há isenção de ICMS.

– Alíquotas de PIS e COFINS: 1,03% e 4,75%, respectivamente.
– Valor da tarifa sem tributos: R$ 0,222346/kWh.

O valor da tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD) para energia injetada é de R$0,2359.

Então o valor total de energia injetada é:

– Consumo = 578 kWh
– Taxa de disponibilidade trifásica = 100 kWh (aqui deve lembrar que há distribuidoras que desmembram na fatura o custo de disponibilidade)
– Energia injetada = 578 – 100 = 478 kWh

Então:

Os valores totais apurados de consumo na parcela TE é R$206,58 e na TUSD de R$185,66.

O valor total na parcela TE de energia injetada é R$170,84 e na TUSD de R$112,80.

Portanto a pagar:

– TE = TE consumido – TE injetado = R$206,58 – R$170,84 = R$35,74 (referente aos 100 kWh da disponibilidade).

– TUSD = TUSD consumido – TUSD injetado = R$185,66 – R$112,80 = R$72,86 (referente aos 100 kWh da disponibilidade + parcela ICMS na TUSD).

Ainda há o custo de iluminação pública (R$35,63).

Portanto, o valor total da fatura foi de R$144,23 (R$35,74+ R$72,86+ R$35,63).

Vamos para um resumo?

impostos fatura de energia

Quanta informação não é mesmo?

Então, como as mudanças estão sempre presentes, vale lembrar que sempre é bom conhecer as normativas do seu Estado, e ficar de olho na REN Aneel n°482/2012 (que passa por um processo de revisão hoje), além disso, temos projetos de Lei tramitando no Congresso sobre isso.

Então fica atento aqui, que sempre vou trazer conteúdo atualizado para você 🙂

Se ainda ficou com dúvida, entra em contato conosco!

E vale lembrar, profissional diferenciado é aquele que compartilha o post nas suas redes sociais!

 

O desafio agora é você analisar a sua fatura ou a fatura do seu cliente, amigo, colega que tem sistema de geração própria.

E se você quer se tornar um profissional completo na área, reconhecido pelo setor de energia e requisitado pelos clientes… Faça parte da Comunidade Energês acessando AQUI.

Veja também:

Entendendo a Fatura de Energia – Parte 1 (conhecimentos inicias, grupo, posto e modalidades tarifárias)
Entendendo a Fatura de Energia – Parte 2 (itens que compõem as faturas do Grupo A e B)
Entendendo a Fatura de Energia – Parte 3 (análise de faturas convencionais)
Entendendo a Fatura de Energia – Parte 5 (análise de faturas pertencentes ao Mercado Livre de Energia)

Até logo.

Joi e Equipe Energês.

26 Comentários

  1. Tiago Oliveira

    Olá tudo bem?
    Sempre acompanho as suas publicações e são bem explicativas.
    Porém nesse caso eu fiquei com uma dúvida, referente a geração de créditos. Estou com um problema em minha conta,
    em que o valor gerado é maior do que o consumido, porém na compensação, ele fica com cerca de R$0.08 centavos de diferença de kwh.
    Isso está correto? Agradeço. Obrigado
    ,,

    • joi

      Olá Tiago, como vai?
      Lembre-se que TUSD e TE tem variações nas cobranças.
      Na TE sempre será o mesmo preço tanto na geração como na compensação.
      E na TUSD haverá essa diferença entre o preço por kWh.

    • joi

      Olá Mauro, isso vai depender das normas do seu estado. No exemplo do texto acima, a fatura utilizada é do estado de Santa Catarina e há isenção parcial de ICMS, somente sobre a TE da energia injetada.
      Então, não ocorreu pagamento do valor total de ICMS sobre a energia que gerou.
      Certifica-se das normas do seu estado que será mais fácil para você acompanhar os cálculos do texto.
      Abraços!!

    • joi

      No caso do estado de Minas Gerais, todos os projetos que tenham até 5MW e em todas as modalidades, desde que sejam da fonte de solar fotovoltaica tem isenção de ICMS.

  2. Rogerio Oliveira

    Olá Joiris!
    Veja se pode me explicar: Para que eu possa pedir o rateio de energia numa GD, a concessionária me informou que deva solicitar 100% na unidade remota e 0 (zero) para a UC onde está o gerador fotovoltaico. Tenho colocado na solicitação de rateio os percentuais referentes a proporção do consumo e tenho sempre que modificá-los. Exemplo: UC Geradora consome 600 KWh/mês e UC Remota consome 400 KWh/mês. se peço pela proporção 60% e 40% respectivamente o resultado abatido da Remota fica na casa dos 20 a 25%.
    Pode me ajudar e saber se a informação sugerida pela concessionária se aplica?
    Grato

    • joi

      Olá Rogério, como vai?
      Os percentuais abatidos são conforme o valor de geração.
      Então o que pode ocorrer é a geração não suprir as duas UC’s e consequentemente o que sobra para a UC compensada é um valor baixo (20 ou 25%).

  3. Tatiana

    Boa Tarde,

    Por favor, me tira uma dúvida, na conta de energia no quadro demonstrativo de consumo o mesmo esta zerado (foi todo compensado com a própria energia gerada), porém no campo da descrição da nota fiscal menciona consumo de 100kwh, que foi zerado devido ao crédito (conforme Resolução da Anaeel n° 414, art 98 corresponde a custo de disponibilidade, ou seja uma taxa minima, que mesmo mencionando ser consumo entendo que não seja, pois o consumo esta zerado no quadro demonstrativo). Partindo pelo entendimento de que só gera crédito é a energia consumida, estaria certo o entendimento que mesmo mencionando consumo, esta taxa não dá direito a crédito?

    • joi

      Olá Tatiana, como vai?
      Partimos de um exemplo:
      – Geração solar: 500kWh
      – Consumo: 400kWh
      – Taxa de disponibilidade: 50kWh
      A taxa de disponibilidade (de 50kWh) não é compensada com energia solar, então da mesma forma sobra 100kWh (500kWh da geração solar – 400kWh do consumo) para ser compensado em meses seguintes.
      Indico também verificar nos dados escritos a quantidade de créditos e a quantidade compensada no mês, pois por vezes no gráfico pode ocorrer erros dificultando o entendimento.

  4. vinicius

    Olá. Gostaria de compreender melhor a questão da cobrança de imposto no TUSD. Aqui no RS é cobrado ICMS de 30% no TUSD na unidade geradora. Esse imposto é cobrado também nas unidades beneficiárias (mesmo CPF)?
    Exemplo: Desconsiderando a diferença de preço dos geradores, eu com 5 casas que gastam 200kw cada. Seria melhor colocar um gerador em cada casa para ter autoconsumo ou 1 gerador de 1000kw numa casa compartilhando com as outras daria o mesmo valor na conta?

    • joi

      Olá Vinicius, como vai?
      Conforme as normas o desconto/aplicação de ICMS é dado nas unidades que possuem micro ou minigeração, sendo assim tanto geradora quanto compensada.
      Você relatou que aí no seu estado é cobrado na unidade geradora, então indico verificar as normas da distribuidora para ver se as UCs compensadas tem essa mesma aplicação.
      Diante da informação correta é que vai conseguir analisar qual a melhor opção.

  5. eduardo bueno

    Aqui em SC, possuo 4 casas com faturas de energia no mesmo cpf, que gastam 300kw cada. Seria melhor colocar um gerador em cada casa para ter autoconsumo ou 1 gerador de 1200kw numa casa, compartilhando com as outras daria o mesmo valor na conta?

    • joi

      Olá Eduardo, como vai?
      A melhor decisão vai depender de vários fatores, qual é o perfil de consumo de cada casa ao longo dos meses. Qual é a orientação do telhado destas casas. Enfim são vários fatores que devem ser analisados. Para conhecer melhor como fazer essa análise, convido à participar do nosso curso de dimensionamento fotovoltaico, pelo link abaixo:
      https://energes.com.br/dimensionamento-fotovoltaico/

  6. Ricardo

    Olá Joi. Tenho duas dúvidas.

    1) Gostaria de entender, se possível, como funciona o débito e o crédito das bandeiras amarela e vermelha em um sistema de micro geração. Por exemplo, o valor estipulado é cobrado somente sobre cada 100kw exatos? Se tenho 230kw consumidos no período, o valor da bandeira será de apenas 2 vezes o valor estipulado pelo governo, ou devo ainda fracionar os 30kw restantes e adicionar a conta? Sobre o crédito, porque no caso da CPFL, este valor é dividido em 2 parcelas, sendo uma menor, que não incide ICMS e outra maior, que incide ICMS? Além disso, a devolução é menor do que o valor cobrado. Isso se dá ao desconto do ICMS?

    2) Porque os valores de energia ativa injetada são distribuídos de maneira desigual entre TUSD e TE? Por exemplo, tenho uma conta de 328kw de consumo. A energia injetada foi dividida em duas, tanto para TUSD, quanto para TE, com os valores de 82kw e 246kw. Há algum racional nesta conta?

    Muito obrigado!!

    • joi

      Olá Ricardo, como vai? Vamos lá então:
      1) Sobre a cobrança das bandeiras, não é da forma que você comentou, por exemplo da amarela, a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01343 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos. (Para saber sobre as demais bandeiras acesse: energes.com.br/fale-energes/entendendo-a-fatura-de-energia-3/). E sobre o crédito da GD possivelmente essa divisão que você retrata seja a separação da tarifa TUSD e da tarifa TE. Na parcela da TUSD para a energia injetada, há a isenção de PIS, COFINS mas não há isenção de ICMS.(Para saber mais sobre isso acesse: energes.com.br/fale-energes/entendendo-a-fatura-de-energia-4/)

      2) Basicamente é metade TE e metade TUSD, verifica com a distribuidora de energia como e por quê foi feito esse rateio.

      • Flavio Bueno

        Boa tarde!
        Fiquei com dúvida referente ao ICMS para TE.

        Se para TE o ICMS é isento, porque foi utilizado na fórmula?
        Enquanto para TUSD o ICMS não foi utilizado, sendo que não é isento.

        Na fórmula para cálculo da energia injetada utiliza PIS/Cofins. Esse impostos são isentos para GD. Então, foi utilizada devido a parte do custo de disponibilidade?

        • Caroline - Equipe Energês

          Olá Flavio, como vai?
          Sobre o ICMS alguns estados isentam o ICMS somente sobre a TE (ver regras e exceções por estado no texto) e não sobre a TUSD.
          Sobre PIS/Cofins a Lei nº 13.169/2015, expõe que ficam reduzidas a zero as alíquotas de PIS e COFINS para micro e minigeração local e de autoconsumo remoto (exceções ver texto).
          Nos cálculos encontramos o valor da tarifa injetada, portanto precisamos fazer o cálculo como se fosse “inverso” para conseguir encontrar a diferença dos valores finais (tarifa consumida-tarifa injetada).

  7. daniel

    Boa noite
    “O valor da tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD) para energia injetada é de R$0,2359.”
    é a tarifa homologada pela aneel injetada certo? não encontro a injetada, somente a tarifa convencional no
    site a aneel

    • Caroline - Equipe Energês

      Olá Daniel, como vai?
      O valor da tarifa se refere a injetada sim, mas no cálculo primeiro você deve achar o valor da tarifa sem tributos dada pela ANEEL e depois realizar o cálculo considerando somente os impostos de injetado.

  8. Jonathas Rodrigues

    Boa tarde equipe!

    Tenho uma dúvida sobre esse assunto:
    Geralmente me sobra entre R$20,00 e R$30,00 de ICMS sobre o TUSD pra pagar. Percebo que o total da tarifa de disponibilidade é sempre cobrado. O correto não seria cobrar o ICMS sobre o TUSD e apenas completar o valor que falta para chegar no mínimo? Dessa forma acabo pagando o custo de disponibilidade mais o ICMS, mais a tarifa da prefeitura. Pagava cerca R$ 300,00 antes e hoje pago quase R$ 100,00. Praticamente não vale a pena.

    • joi

      Olá Jonathas!

      No caso de um uma unidade com geração distribuída existem alguns pagamentos que a mesma continua realizando. Ou seja, dependendo do seu estado, você ainda vai pagar a parcela do imposto e também o custo de disponibilidade ou agora com as novas regras outros pagamentos. Veja esse artigo que explica sobre as novas regras da geração distribuída: https://energes.com.br/novo-formato-de-compensacao-de-energia/

  9. Ricardo Silva

    Bom dia. parabéns pela.materia. bom gostaria de tirar uma duvida. em uma cooperativa de energia solar a contas dos cooperados da fatura da distribuidora a energia efetivada (consumida) está vindo tributaro a taxa do kwh + tributos e a energia injetada ( o credito) está vindo sem tributos. Por que? sendo que se vc confrontar o kwh efetivo e o injetado por exemplo: efetivo 100kwh, injetado 100kwh taxa do efetivo 0.90, taxa do injetado 0.71 aí acaba que vc paga mesmo injetado a mesma quantidade consumida.

    • Conteudista

      Bom dia Ricardo.

      Precisa verificar a questão dos tributos. Se o sistema não possui isenção de impostos, você deve pagar eles e por isso essa diferença entre o kWh consumido e o injetado. Nesse treinamento explicamos tudo sobre essa questão: https://energes.com.br/tributacaogd/

  10. Ivan Francisco Cozer

    Saudações, por acaso sabe a que se refere essa cobrança que apareceu em minha conta? CREDITO DIF.MIGRAC.CONV.P/GD 12/2023,

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Aquecimento Solar

Conceitos iniciais. Conhecimento de Coletores e Boilers. Projeto SAS - Sistema de Aquecimento Solar. Planilha de Dimensionamento Aquecimento Solar. Como Dimensionar projeto SAS. Aquecimento Solar e Aquecimento Piscina. MasterClass de Aquecimento Solar.

Energia Fotovoltaica

Principais Conceitos. Conhecimento de equipamentos de usinas FV. Visita Técnica, Solicitação de Acesso, Solicitação de Vistoria. Comissionamento. Licenciamento Ambiental SC. Erros em sistemas FV. Usinas Solares Centralizadas (Outorga ANEEL e Medição de dados Solarimétricos). Como dimensionar um sistema conectado à rede. Dimensionamento de sistema Off-grid. Planilha de Dimensionamento On-grid. Vendas. Estudos Econômicos e Fluxo de Caixa Grandes Usinas na GD.

Eficiência Energética

Práticas de Eficiência Energética. Como fazer uma Auditoria Energética. Eficiência aplicada na iluminação. Planilha de Eficiência Energética para substituição de lâmpadas. Planilha de Gestão e Análise de Modalidades Tarifárias. Eficiência aplicada às edificações. Gestão de Energia (ISO 50.001).

Tarifa e Fatura de Energia

Manual da Conta de Energia. Minicurso Estrutura Tarifária. Estrutura e Composição Tarifária. Planilha de Modalidade Tarifária. Gestão de Energia no Agronegócio.

Energia Eólica

Conceitos iniciais. Medição de Dados Anemométricos. Potência do Vento. Materiais e propriedades construtivas do Aerogerador. Outorga e Implantação de usina eólica. Planilhas de Prospecção de Potencial Energético (usando dados de medição de vento real e dados de vento estimados do local).

Biomassa

Introdução, Conceitos, Tipo, Conversão e Usos da Biomassa. Como fazer cálculo de produção de biogás. Planilha de Geração de Biogás de Suínos, de Aterro Sanitário e de Efluentes. Dimensionamento Biodigestores. Outorga ANEEL.

Energia Hidrelétrica

Conceitos iniciais. Componentes de uma Usina e Medição de dados Fluviométricos. Processo de Outorga de Água. Usos da Água. Projeto Básico. Etapas de Projeto Básico. Prospecção de Potencial Energético (Planilha cálculo para CGH). Planilha de potência mecânica e elétrica. Estudos Econômicos e Fluxo de Caixa de Usinas.

Energias Renováveis e Carreira

Introdução às Energias Renováveis. Energia Geotérmica. Energia Maremotriz e das Ondas. Performance de Sistemas de Geração de Energia. Oportunidades na prática no setor. Como descobrir o melhor cargo para você conforme sua personalidade. Características e ferramentas para ser um profissional valorizado. Jornada do Profissional de Energia. Maratona do Profissional de Energia.

Novas Tecnologias


Energia Eólica Off-Shore. Hidrogênio Verde. Armazenamento de energia - baterias. Planilha de baterias para sistemas off-grid e para sistemas híbridos. Mercado de Carbono. Implantação de ESG. Planilha de baterias para sistemas off-grid e para sistemas híbridos

Curso Carregadores Elétricos – Sua nova fonte de renda

Setor Elétrico e Geração Distribuída

Introdução ao setor elétrico. Conhecendo órgãos regulamentadores do setor. Agenda regulatória da Aneel. Desmitificando conceitos complexos e temas polêmicos (Garantia de Suprimento, PLD horário, Separação Lastro e Energia, GSF...). Planilha de Estudos Econômicos Financeiros. Modernização do setor elétrico. Processo de Compensação de Energia. Novas Regras da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022). Resolução 1000/2021. Planilha para cálculo de Simultaneidade. Performance de sistemas de geração de energia: Fator de Capacidade e PR. Planilha de cálculo Fator de Capacidade.

Mercado Livre de Energia

Conceitos iniciais. Processo de Abertura do Mercado Livre. Por dentro de uma Comercializadora de Energia (Front, Back e Middle Office). Migração para o Mercado Livre. Planilha de Estudo de Viabilidade para Mercado Livre. Processo de Adesão na CCEE. Geradores de Energia (Produtor Independente e Autoprodutor).